quinta-feira, 19 de maio de 2011

Projecto Relógios do Porto


O projecto em questão, elaborado pelas alunas Ana Moscoso e Joana Ornelas, da Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto, no âmbito da disciplina de Metodologias da Investigação em Design, teve origem na visualização do relógio localizado na Rua de Sta. Catarina, com a ímpeto de promover perante o público, a presença dos esquecidos Gigantes do tempo da Cidade Invicta.

Podemos constatar que, de forma geral, o relógio, é agora na sociedade, um instrumento banalizado, já que grande parte da população possui um relógio pessoal ou qualquer outro equipamento que providencie uma versão electrónica para o mesmo efeito.

De acordo com o livro “As máquinas do Tempo” de Carlo Cipolla, o relógio era sem dúvida um elemento de grande importância social numa altura na qual não era possível que um vasto número de indivíduos possuísse tal acessório. Assim sendo, com o surgimento dos relógios de torre, mecânicos e mais rentáveis do que os seus antecessores, as clepsidras e os relógios de sol, tornaram-se parte integrante da paisagem das cidades.

Consideramos porém que estes gigantes foram traídos pelo tempo que também lhes escapou do controlo, visto que a sua existência, anteriormente grandiosa, caiu não no esquecimento mas na simples e crua indiferença.

Embora as badaladas poderosas se façam ouvir no topo das torres, a sua história foi apagada das mentes das pessoas que tomam a sua presença como adquirida, não pensando por hipótese alguma, na história que levou aos seus nascimentos e na missão que lhes foi incumbida para uma suposta eternidade que no fim se revelou apenas como mais uma efemeridade.

Foi com o intuito de fazer justiça aos esquecidos gigantes do tempo que surgiu o objectivo prático deste projecto: Promover o interesse pelos relógios de Torre como elemento integrante de edifícios/monumentos turísticos icónicos.



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