Sobre o edifício:
A construção do edifício da Sé começou após a tomada de Lisboa, em 1147, e ao longo dos tempos foi sofrendo diversas alterações.
A igreja tem planta em forma de cruz latina e está dividida em três naves, sendo a central mais alta e larga. Os arcos que as separam são ligeiramente apontados e assentam em pilastras fasciculadas. Ao fundo da nave central, sobre um arco de volta perfeita, está o coro-alto. Nos lados desse mesmo arco, existem pias de água benta feitas de mármore vermelho, mandadas vir de Lisboa pelo bispo D.João de Sousa. Nesses lados, encontram-se, também, portas de acesso às torres e ao coro. As naves laterais são cobertas por abóbadas apontadas e o transepto possuí uma cúpula poligonal artesonada, obra encomendada pelo bispo D.Rodrigo Pinheiro, que sustenta a torre lanterna, coroada no seu exterior por ameias quinhentistas. A Nave central é iluminada pela rosácea e por frestas, lateralmente.
A cabeceira da igreja, por volta de 1606, foi substituída a mando do bispo D.Frei Gonçalo de Morais pela capela-mor e no transepto, a capela à esquerda foi substituída pela actual capela do Santíssimo.

Sobre o Relógio:
A torre sul costumava ser a torre do relógio, pois aí existiu o sino do relógio, posteriormente substituído por um relógio mecânico flamengo nos finais do séc.XIV e inícios do séc.XV. Aí funcionou até ao séc.XVIII, apesar de a Câmara o ter retirado em meados do séc.XVII e depois o ter reposto, por carta régia. Por fim, o relógio passou para a gigantesca empena que foi construída entre as duas torres, no tempo das reformas da Sede Vacante de 1717-1741.
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