quarta-feira, 18 de maio de 2011

Relógio da Torre dos Clérigos


Sobre o edifício:


A igreja dos Clérigos foi fundada a 31 de Maio de 1731, sendo o arquitecto responsável pela construção, Nicolau Nasoni. Esta foi construída primeiro que a casa dos Clérigos, que ligava a capela-mor à Torre. A primeira pedra foi colocada a 2 de Junho de 1732, sendo aberta ao culto 16 anos depois. Porém, só por volta de 1758, é que as obras foram concluídas. A sua sagração fez-se a 12 de Dezembro de 1779, na presença do bispo D.Frei Rafael de Mendonça.

A planta da igreja tem forma oitava no exterior e elíptica no interior, à excepção da capela-mor. A sua entrada principal é lateral e o seu acesso é feito através de uma dupla escadaria de balaústres. No interior da construção a única nave existente é elíptica e está ''entalada'' entre dois blocos rectangulares: a capela -mor e o que constituí a fachada.

A Casa dos Clérigos teve como arquitecto responsável Manuel António de Sousa e foi construída entre 1753 e 1758.

A Torre dos Clérigos foi a fase final da obra. Foi construída entre 1750 e 1763, e teve como responsável o mesmo arquitecto que se responsabilizou pela construção da Casa dos Clérigos. Esta construção assenta numa base de 7,73m por 8,15m, e tem de altura 75,60m.

O edifício possuí dois corpos, sendo o primeiro de quatro andares e o segundo de dois. Na torre existem, actualmente, dois campanários com cinco sinos, sendo o das horas (central), o maior. Desde o ínicio que a torre foi utilizada como telégrafo comercial, referência à navegação e relógio da cidade. É uma das marcas características da cidade do Porto.




Sobre o relógio:


Colocado após o termo do cerco do Porto, o relógio existente na Torre dos Clérigos, pertencia ao convento dos Loios. Sabe-se que em 1932, terminado o cerco, pensou-se em que destino dar ao relógio do convento, que entretanto ficara devoluto. Então, D.Pedro IV, como regente e em nome de sua filha, determinou que o melhor destino seria colocá-lo na Torre dos Clérigos. Após a decisão, fez-se os preparativos indispensáveis para a transferência do mesmo. Depois da sua reparação, foram entregues as chaves do relógio à Irmandade dos Clérigos, com o encargo de velar pela conservação do mesmo. Posteriormente à sua colocação, a Torre passou a ser utilizada como relógio da cidade. Porém, algum tempo depois, o relógio ficou em mau estado e não funcionando, a máquina não passava de um encargo e de uma vergonha. Por isso, pediu-se à Câmara que o substituísse, o que foi negado. A Torre, por esta razão, só voltou a ter relógio recentemente, graças ao seu activo e zeloso vice-presidente, o cónego da Sé: Doutor A. Ferreira Pinto.


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